terça-feira, 5 de novembro de 2013

Poema tributo a Augusto dos Anjos

 

Quero sentir o mistério oculto, das palavras morrer na minha carne, como um amor que eu jamais ousara ter adotando a psicologia do vencido.
Solitário nessa terra maldita, tento escrever meus versos íntimos cuja inspiração vem da tua ausência desse teu corpo de mulher e te possuir na minha cama, eu quero que tu sejas só pra mim , tanto pura como devassa quero beber na tua boca o gosto de tudo como uma carícia premente como um simples carinho que a vida nos proporciona deixa eu morar na tua filosofia.
Como se fosse a cisma de um destino, quero que tu sejas a minha estranha loucura, como se fosse o encontro do sol e da lua fazendo surgir a madrugada, ao abrir a janela eu me deparei com um morcego me espiando como se fosse uma morte anunciada esse é o meu nirvana,esse é o hino da minha dor na minha alcova me sinto como um pássaro ferido que vive longe do ninho, voa, voa meu coração leva pro meu amor um recado escrito pelas mãos de Deus ante os olhos do infinito mediante aos olhos angelicais do tempo.
tu me acostumasses, com a felicidade de uma negra realidade, e acredito num deus verme de querer me tirar a liberdade e o meu sorriso ficou preso nas grades do futuro
enterrando o meu presente ,com as mãos do passado canta um humano coração, com muito mais razão antes da minha morte quero levar o teu perdão pro meu jazigo.
não quero sentir a tua mágoa, torturar o  meu espírito quero sentir  o firmamento se rejubilar como se fosse a última aurora da minha vida, sentindo nascer dentro de mim de querer ver a nossa derradeira primavera como se fosse, um soldado ferido na guerra.
A vida é feita de momentos, e ela foi o canto da minha alma foi ao som dos sinos da igreja, na minha Paraíba amada que eu morri no  meu solo sagrado . Terra fria que vai receber o meu corpo vai ficar preso numa casa de vidro.
Esse é meu dilema ser um poeta sonhador, e aos pés da santa cruz jurei te escrever a nossa história e hoje a eternidade tratou de fazer isso por mim eu só quero aqui externar o meu agradecimento ao sr da morte, obrigado por tuas eloquentes , palavras Augusto dos Anjos
ass : Artur Porto

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